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sexta-feira, 20 de março de 2015

PREVENINDO ACIDENTES EM CASA

Os acidentes envolvendo as crianças, na faixa etária de 1 a 14 anos, são responsáveis pela maior causa de morte no Brasil. Os dados apontam que 90% são previsíveis e evitáveis. Siga as dicas abaixo para manter sua família protegida e cuidada:

  • As janelas e varandas da casa ou apartamento devem ter grades protetoras ou telas de alta resistência. 
  • Todas as tomadas devem possuir protetores e os aparelhos elétricos devem ter seus fios protegidos do alcance das crianças.
  • Não deixe agentes perigosos, como pilhas, botões, moedas e pequenos objetos fáceis para as crianças não engolirem.
  • Use pisos antiderrapantes, proteja as quinas dos móveis, paredes ou qualquer parte da casa que possa gerar algum ferimento.
  • Afastar plásticos, facas, garfos ou materiais cortantes.
  • Mantenha as crianças afastadas da cozinha. Deixe os cabos das panelas sempre voltados para dentro do fogão, feche o registro de gás quando não estiver cozinhando.
  • Tenha cuidado com as panelas, leiteiras e alimentos quentes na mesa.
  • Mantenha os medicamentos afastados das crianças. Nunca estimule a criança a tomar uma medicação com frases dizendo "é gostoso".
  • Mantenha afastado todo e qualquer produto de limpeza. Deixe-os sempre trancados. Nunca use embalagem de refrigerante para guardar os produtos de limpeza, pois as crianças podem confundir. Evite o uso de produtos tóxicos e venenosos em casa.
  • Tesouras e produtos de manicure devem ser trancados. Não deixem as crianças tomarem banho só e observe a temperatura da água. Use piso antiderrapante no banheiro.
  • Se a criança engoliu algum produto tóxico, não provoque vômito e leve-a imediatamente para unidade de saúde mais próxima. Em queimaduras jamais coloque nenhum produto em cima, no máximo água gelada.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria e SESI.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Campanha de Vacinação contra HPV


Começou hoje, dia 10 de março, a Campanha de Vacinação contra HPV, em todos os postos de saúde do Brasil. Segundo ministério da saúde a campanha se estenderá durante o ano todo. Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. Neste ano, será vacinado o primeiro grupo (11 a 13 anos).


Saiba mais:



sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Casa de apoio para tratamento do câncer de mama em Recife-PE




A luta contra o câncer de mama, em Pernambuco, vai ganhar reforço. A partir da segunda quinzena de março, mulheres carentes que estão tratando da doença, e residem no Interior do Estado, terão o apoio de uma nova casa de acolhimento, a ser inaugurada no bairro da Encruzilhada, na Zona Oeste do Recife. O Projeto Casa Rosa - Associação de Assistência às Mulheres com Câncer de Mama - terá capacidade, inicialmente, para receber 12 pacientes, que poderão levar um acompanhante para assisti-las. A iniciativa partiu de cinco idealizadoras: Tereza Cristina Maranhão, Maria Celina Menezes, Brunilde da Silveira, Kadja Camilo e Mônica Rocha.

O objetivo do projeto é dar suporte às mulheres carentes que precisam viajar ao Recife para poder tratar da enfermidade. Dessa maneira, dar oportunidade de melhores condições de estadia, é possibilitar que elas tenham suporte e amparo, o que amplia as chances de cura. Para tanto, seja as pacientes quanto as acompanhantes receberão cuidados especiais: elas serão acomodadas na estrutura e terão à sua disposição quatro refeições, até poderem retornar para suas cidades. O trabalho de estruturação da Casa Rosa contou com a generosidade de vários voluntários, que aderiram ao projeto e estão ajudando a equipar o novo lar provisório, a exemplo de Do Carmo Monteiro, Lizete Coelho e Letícia Magalhães, antigas conhecidas dos pernambucanos nos trabalhos de cunho filantrópico e social.

A intenção é tornar o tratamento, na maioria das vezes incômodo, em algo mais brando e humanizado. Foi o que destacou a presidente da associação, Tereza Cristina Maranhão. “Muitas vezes, essas pessoas têm condições de cura, mas, por não terem onde ficar, acabam abandonando o tratamento”, explicou. A gestora da entidade ressaltou, ainda, que o serviço será realizado em parceria com hospitais estaduais que oferecem tratamento contra o câncer de mama “As pacientes serão encaminhadas pelos hospitais, por meio do serviço social. A casa, inicialmente, vai dar acolhimento e alimentação para elas e seus acompanhantes”, enfatizou.

A presidente da Casa Rosa esclareceu, ainda, que as pacientes que passarem pelo espaço contarão, além de estadia e alimentação, com apoio psicológico. Ela confessou que a iniciativa espera conseguir outras parcerias. Tereza Cristina Maranhão acredita que o apoio às mulheres com câncer de mama poderá estimular novos voluntários, e assim reforçar ainda mais a causa. “Somos uma gota d’água no oceano, mas tenho certeza que vamos crescer”, considerou. O espaço deve começar a operar depois do Carnaval, aproximadamente entre os dias 15 e 20 de março.


Fonte: Folha de PE

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

HPV – PAPILOMAVÍRUS HUMANO

HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).
Transmissão do Papiloma Vírus Humano (HPV)
A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos que alberguem o HPV.
Diagnóstico
As características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que as lesões sejam mais facilmente reconhecíveis. Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos, só são diagnosticáveis por exames especializados, como o de Papanicolaou (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados como hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida.
Sintomas
A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.
Tratamento
O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.
Recomendações
* Lembre-se que o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis;
* Saiba que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
* Vida sexual mais livre e multiplicidade de parceiros implicam eventuais riscos que exigem maiores cuidados preventivos;
* Informe seu parceiro/a se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento;
* Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões genitais em atividade;
* Consulte regularmente o ginecologista e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente.

Saúde da Mulher: vacina contra HPV a partir de 10 de março


A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero, passa a ser ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 10 de março, para meninas de 11 a 13 anos.



A vacina estará disponível nos 36 mil postos da rede pública durante todo o ano, como parte da rotina de imunização. Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. Neste ano, será vacinado o primeiro grupo (11 a 13 anos).  Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos.

A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países, por meio de programas nacionais de imunização. 

O vírus HPV é uma das principais causas do câncer do colo de útero, terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.



Saiba mais!  O que é o HPV?

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Exames que os idosos devem fazer

 

Para prevenir o câncer de mama, próstata e outras doenças, veja quais são os exames que todos os idosos devem fazer

Texto: Carol Nogueira/Adaptação: Letícia Maciel 



Sangue oculto nas fezes


O que é: Verifica a necessidade de realização da colonoscopia, em casos de suspeita de câncer de intestino.

Quando realizá-lo: A partir dos 50 anos de idade, anualmente.

Como é feito: Por meio de exame de fezes.



Ecocardiograma com Doppler


O que é: Serve para avaliar a estrutura anatômica do coração e confirmar ou descartar alterações nas válvulas cardíacas, que, nos idosos, geralmente provêm de doenças degenerativas.

Quando realizá-lo: Em qualquer idade e sempre que houver maior chance da pessoa possuir alterações anatômicas e funcionais. Por exemplo, crianças com suspeita de doenças congênitas e adultos com possibilidade de doenças do coração.

Como é feito: Por meio de ultrassom, obtêm-se várias imagens do coração em cores, que são registradas em papel posteriormente.

exame Ecocardiograma com Doppler


Dosagem de vitamina B12 e Ácido Fólico


O que é: A falta de vitamina B12 no organismo pode causar anemia e alterações neurológicas progressivas, se não houver tratamento. A interação dessa vitamina com o ácido é essencial para a proliferação dos glóbulos do sangue, por isso este exame medirá os níveis dessas duas substâncias no organismo.

Quando realizá-lo: Em pacientes com queixa de memória, principalmente a partir dos 65 anos de idade.

Como é feito: Por meio de exame de sangue.


Densitometria óssea


O que é: O melhor método para medir a densidade óssea e, assim, diagnosticar a osteoporose e outras doenças que atacam os ossos.

Quando realizá-lo: A partir dos 30 anos de idade, o ginecologista deve monitorar a perda óssea da mulher anualmente. Os homens também podem fazer o exame a partir dos  40 anos.

Como é feito: Por meio de um aparelho que mede a massa óssea de determinados ossos do corpo, verificando a quantidade de perda óssea e determinando o risco de fraturas.


exame Densitometria óssea

Dosagem de vitamina D


O que é: Além do tradicional impacto negativo na massa óssea, os níveis baixos de vitamina D estão relacionados a um maior risco de diabetes tipo 2, aumento dos níveis de colesterol e até mesmo infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Quando realizá-lo: Anualmente, a partir dos 40 anos de idade.

Como é feito: Por meio de exame de sangue.



Radiografia simples da coluna lombar


O que é: Teste para descartar metástases ósseas de neoplasias de mama, próstata ou pulmão.

Quando realizá-lo: Em pacientes com queixas de dores.

Como é feito: Raio X da coluna





segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mal de Alzheimer


Por Drauzio Varella
 
Enquanto na linguagem popular a palavra demência tem a conotação de loucura, em medicina é usada com o significado de declínio adquirido, persistente, em múltiplos domínios das funções cognitivas e não cognitivas. O declínio das funções cognitivas é caracterizado pela dificuldade progressiva em reter memórias recentes, adquirir novos conhecimentos, fazer cálculos numéricos e julgamentos de valor, manter-se alerta, expressar-se na linguagem adequada, manter a motivação e outras capacidades superiores.
Perder funções não cognitivas significa apresentar distúrbios de comportamento que vão da apatia ao isolamento e à agressividade.
Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade. A causa da doença é desconhecida.

Fatores de risco

* Idade
Embora existam casos esporádicos em pessoas de 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 a 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população.

* História familiar
O risco é mais alto em pessoas que têm história familiar de Alzheimer ou outras demências. Estudo conduzido na Suécia entre 65 pares de irmãos gêmeos mostrou que quando um deles apresentava Alzheimer, o irmão gêmeo idêntico era atingido pela doença em 67% dos casos; o gêmeo diferente, em 22%.